quarta-feira, 13 de agosto de 2014

humanidade desumana

Alerta:
Digo asneiras, uso lentes de contacto porque gosto de esconder os meus olhos castanhos, sou incerta, cometo erros, sou baixa, tenho as orelhas grandes, tenho astigmatismo, tenho os pés pequenos, tenho celulite, não sei o que é ter autoestima, tomo comprimidos para dormir e para acordar… Tenho defeitos, muitos. E isto foi só para dizer que sou humana. 

domingo, 13 de abril de 2014

dom de merda

Tenho um dom, um dom de merda. Tenho um dom para afastar as pessoas que mais gosto, que cada vez está mais visível, e hoje percebi que não vale a pena “apenas olhar” porque se não estiver a ver não vou conseguir tirar este dom do meu ser. “Dom” é denominado como algo bom mas claro, a pessoa complicada, gosta de o denominar como algo mau. ‘’Dom de errar” é algo vulgar mas contraditório. Um paradoxo que se instala na minha cabeça a toda a hora. Não pensar, viver com o que os sentimentos me dão. Não pensar, viver. E depois vem o dom a estragar tudo e a fazer-me ver que tenho de pensar. Errar é humano- diz o homem que traiu a mulher ou o filho que fumou um charro e os pais descobriram- mas, para mim errar é desumano. Uma desumanidade completa. Um dom, algo bom, torna-se em segundos numa desumanidade desmedida. 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

as infinitas (mil e uma) razões para te amar

No (meu) universo… onde a utopia e a realidade se juntam és tu e esse teu jeito, essa tua maneira de ser que me despertam para um mundo de sensações incrivelmente diferente. Tu és tudo. És o azul imenso dos oceanos, do agitar das ondas, a incomensurável energia do vento. És o meu sol. A minha lua. As minhas estrelas. És tudo na terra e no céu. Sem ti não se sente, não se respira, não se ouve, não se vê, não se toca. És os cinco sentidos. És o prazer de um chocolate. És o erotismo de um poderoso incenso. És intemporal (porque o tempo contigo não existe).
Amo-te ao acordar e ao deitar. Amo-te nas quatro estações do ano e nos quatro pontos cardeais. Amo-te nos cinco sentidos, nas setes cores do arco-íris e nos doze signos do zodíaco. Amo-te hoje, amanha e sempre (ontem também te amei). Amo-te na desordem e na paz, nos dias de sol ou de chuva, no oceano ou na pequena fonte. Amo-te no amor e no ódio, nos bons dias e nos maus dias, na mais bela árvore ou na mais seca das florestas, na montanha majestosa e nas constelações que te formam aos meus olhos todas as noites, no mais pequeno átomo ou na maior das coisas que possa existir… Eu amo-te para além de qualquer compreensão humana, de qualquer explicação existente e de qualquer amor alguma vez vivido. Amo-te por esse teu jeito desajeitado de ser, esse teu perfume natural, esse teu feitio enfeitiçado e essa criança grande que reside em ti.
Eu amo-te para lá de tudo e todos. Amo-te porque te amo e descobri o (verdadeiro) sentido da minha existência… tu!

Virgula

sexta-feira, 17 de maio de 2013


Espero e vou esperar até os teus olhos deixarem de ser claros, o teu sorriso deixar de brilhar e os teus lábios secarem.
Espero que te decidas e se não decidires vou esperar à mesma.
Só não entendo se é suficiente. Não compreendo se sou eu a esperar por ti ou tu a esperares pelo tempo.
Eu espero até que me digas - seja o que for – porque sei que vale a pena. Seja benéfico ou maléfico – seja o que for – sei que vale a pena.
Eu prometo que espero por ti mas tenho medo que o tempo não espere por mim, ou melhor, que tu não esperes pelo tempo. Que tu não esperes por mim.
“Amigo”… a ti não te quero perder por isso se a espera não resultar fica comigo. Olhemos as estrelas como irmãos e perdoa-me de ter esperado por um conto de fadas, por uma utopia minha.
Espero até me negares a espera. Espero-te no tempo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Marlon :(

Fosse eu o teu sangue, a tua raiva, a tua dor… despiste-te no momento sequente para te vestires do ópio e do egoísmo. Retalhaste de conscienciosas dubiedades. Olhaste em redor e nada viste. ‘’Estarei cego?’’ gritaste loucamente! E eu nada disse. Segui todos os teus passos. Segui-te em agonia. Segui-te até à morte e mesmo aí entregaste-me o vestuário e disseste-me ‘’obrigada por nada’’. (Para ti querido Marlon)


Subverto frases, conceitos ou pré-conceitos de forma a criar o meu Mundo. Não sou rapariga de mentiras, sou até bastante verdadeira mas o meu ponto alto está longe de ser esse… O meu ponto alto é quando me deito e com a minha imaginação pinto as paredes de todas as cores que a liberdade pode ter, faço desenhos, sou livre.  O meu ponto alto é quando sinto a areia molhada nos pés e a água salgada na cara. Sociedade? Afinal o que é isso? Um monte de pássaros vestidos de galinhas a andarem na segunda circular e a fazerem estagnar o trânsito por completo. Sociedade? Eu não lhe pertenço é por isso que tenho o meu Mundo… para fugir a essa puta. A minha felicidade, o meu bem estar natural, perco-me em celestes sensações intemporais. Perco-me nos meus devaneios conjurados nas profundezas do meu Ego como forma de defesa contra mim mesma. Quanto menos pensar na prisão a que me submeto, menos me sentirei condenada. Não me submeto a contratos de venda do que espera a sociedade de mim. Não vivo na mesma sociedade em que tenho de viver. Vivo no Mundo de mentiras criado por mim e feito para fugir às mentiras da Sociedade.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Viver

Só começo a viver quando terminarem os ataques de pânico e o medo.

Viver

Só começo a viver quando terminarem os ataques de pânico e o medo.

vida?


A vida é o termo mais contraditório que conheço. O termo não… Nem termo lhe posso chamar. A vida é um acto de uma peça de Shakespeare ou um livro inacabado. Não importa o que é mas para que é. Para quem é. Porque é que fui eu o espermatozoide escolhido no meio dos milhões que o meu pai penetrou na minha mãe? Porque é que eu tenho de ser isto ou aquilo? Porque é que existo? E o ser humano, dotado de capacidades racionais, lógicas ou religiosas responde a esta pergunta de inúmeras formas: ou somos provenientes do que chamamos hoje em dia ‘’macacos’’ ou religiosamente ‘’Foram Adão e Eva’’ os primeiros a pisarem a Terra. Mas afinal o que aconteceu? Eu não dou respostas. Faço perguntas. Porque é que nunca fiz um salto de para-quedas se sou doida por adrenalina? Porque é que tenho medo dos ataques de pânico? Porque é que tenho ataques de pânicos? Porque é que toda a merda que escrevo vem dar aos ataques de pânico? 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ataque de pânico


Eu inconscientemente consciente de tudo o que não sou ou que jamais poderei vir de novo a ser. Eu com remorsos. Eu com medo. Eu com dores no peito constantes. Eu sem vontade de sair. Eu presa em mim. Eu a entregar-me à morte da vida (ou será: à vida da morte?). Eu aqui.
Presa numa imensidão de palavras já ditas e repetidas inúmeras vezes na minha mente. Presa no meu corpo e na minha cabeça. Presa a um mundo diferente.
Fecho os olhos e adormeço. Acordo sobressaltada com o medo a atormentar-me por entre a fechadura, o frio do quarto, a televisão. Medo esse que não pára. Vou para a sala, e enquanto isso, mais uma vez tenho a sensação consciente da morte. Sinto um arrepio na espinha. Sinto algo absolutamente ameaçador e horrível a atacar-me o corpo. Algo mau. Como se o mal triunfasse durante aquelas horas e me levasse para um mundo desconhecido. Como se nada fosse real a não ser aquele momento indescritível. Sinto adrenalina ou algo parecido e repetidas palavras de quem me rodeia e repetidos gestos. Não percebo. Tomo um calmante e perco a sensibilidade. Não sei onde estou nem porque ali estou. Não sei como ali fui parar. Sou um ET no planeta Terra.
Ah esperem… Sou eu, a Salomé a ver tudo desfocado. Sou eu com mais um ataque de pânico.

P.S.:Isto pode parecer estupidamente parvo mas se algum dos meus seguidores ou leitores tiver ataques de pânico/ansiedade mande uma mensagem para mim porque é um mundo desconhecido ao qual não me consigo habituar, agradeço a vossa atenção e compreensão e quero que saibam que não estão sozinhos.

domingo, 18 de novembro de 2012

Voz Humana de Jean Cocteau

Anteontem à noite? Dormi. Deitei-me com o telefone……………………… Não, não. Levei-o para a cama………………. Claro, fui ridícula, mas se levei o telefone para a cama é porque ele, apesar de tudo, nos une ainda. Liga esta casa à tua casa e não te esqueças que me tinhas prometido falar. Imagina que mergulhei numa confusão de sonhos. A tua chamada transformava a campainha do telefone num som mortal e eu caía; depois, vi um pescoço branco que alguém estrangulava; depois ainda, achei-me no fundo dum mar que se parecia com o apartamento de Auteuil, ligada a ti por um tubo de escafandro e a suplicar-te que não o cortasses. Enfim, sonhos estúpidos quando se contam; mas o pior é que durante o sono eram demasiado vivos.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

morte da vida


A vida não é mais que uma guerra humana e a morte… essa é uma embriaguez constante com sabor a ervas aromáticas. “A morte é um desconcerto da vida!” relata o encenador na peça da vida dos outros. Para quem vive na corda bamba é tão difícil morrer, tão difícil cortar os pulsos já desfeitos com sonhos enclausurados no mais intimo desejo de os realizar. Aquela corda bamba a bombear como uma bomba... Aquela corda bamba, aquele desassossego enfeitiçado pelos prazeres da vida que parece nunca terminar.
Ilusórias certezas se apoderam da vida e creem na morte enquanto o desejo causa o maior sofrimento ao coração. Eu não creio na morte e na vida já pouco… Não creio no olhar mas creio no sentimento de culpa, creio na frustração e nas lágrimas. Nos olhares que por desentendimentos vários se juntaram e nas florestas que desapareceram. Creio na luz. Creio em mim, quase nada, creio que sim. Creio que não e que talvez não. Creio no meu eu com o teu tu, ou melhor, já não creio muito nisso. Não sou crente mas lá vou crendo. Creio na minha mãe e nos meus avôs bem como na minha irmã. Não creio em toda a família. Creio no nós e no vós no eles nem por isso. Creio quando mais preciso. Creio quando tenho de crer. Creio na libertação da vida através da morte e na libertação da morte através da vida. Creio na sabedoria de Siddharta Gautama e na filosofia de Bob Marley. Creio em crer.
A vida é portanto um labirinto onde se crê e onde se faz escolhas… A morte é a saída desse labirinto.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Não importa o que pensam nem dizem... És único. O sol pode parar de brilhar, as estrelas podem não mais aparecer e pode o tempo ficar nublado eternamente que eu nunca irei deixar-te. 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Itália

Tem olhos verdes e é morena aquela Itália. Uma Itália diferente e fascinante, indubitavelmente fantástica devido ao segmento de curvas e contra-curvas que a compõem. Fascina-me e está num patamar bem alto, acima de qualquer Portugal. Parabéns Itália, hoje, para mim, ganhaste! Hoje para mim és uma Itália portuguesa que vivia na Suiça.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

*

"A minha alma partiu-se como um vaso vazio.

Caiu pela escada excessivamente abaixo. (...)
E os deuses olham-o especialmente, pois não sabem por que ficou ali."

Álvaro de Campos

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

QUERO MORRER!!!!!

Quero ir. Não quero ir. Quero ficar. Não consigo sair. Quero ir. Não quero ir. Quero ficar. Não consigo sair. Quero ir. Não quero ir. Quero ficar. Não consigo sair. Quero ir. Não quero ir. Quero ficar. Não consigo sair. Quero ir. Não quero ir. Quero ficar. Não consigo sair. Quero ir. Não quero ir. Quero ficar. Não consigo sair.














sábado, 7 de janeiro de 2012

sábado, 26 de novembro de 2011

Jogo do tempo

Aqui estou, deitada nesta cama despretensiosa, depravada, quimérica a ter pensamentos imundos. Aqui estou a tentar pensar em alguma coisa real inspirando-me em ti. Em ti e nesses teus lindos olhos que me fascinam há já tantos anos. Em ti que me corrompes o corpo e a alma ao imaginar-te comigo. (Oh Deus do meu mundo retira de dentro de mim todo este sentimento que sabe a gelado de morango, todo este pecado mortal e desrespeitoso.)
Tudo começa quando retiro cuidadosamente uma folha do meu caderno e… não, não é aí que começa! Tudo começa depois de retirar uma folha do caderno para escrever e subitamente imagino-te ali, à minha frente com essa tua maneira tão natural e tua de ser, com esse teu sorriso contagiante. É aí que tudo começa! Depois és tu que fazes o resto, eu dedico-me só e apenas a observar-te… és tu que me entras nos pensamentos sempre que tenho uma caneta na mão – e mesmo quando não tenho -, és tu que de mansinho me acordas à noite com uma mensagem e eu, sobressaltada, acalmo-me ao ver o remetente e ao ler. És tu que fazes com que passe noites em claro (ou será em escuro?). És a minha inspiração e o causador dela.
O tempo passa e parecendo que não já passou tempo desde o tempo em que estava bom tempo. Neste momento o sol não nasce. Não há sol na minha alma. O encoberto apoderou-se de mim e do tempo. O meu tempo não termina, é uma espera que nem o próprio tempo consegue entender mas não será tempo de te aperceberes que preciso de sol? Não será tempo de perceberes que és o meu sol? Não será tempo de perceberes que ninguém te fará brilhar como eu te fiz e te faria agora se deixasses?
Ao fim ao cabo somos como dois palhaços de circo, inconscientes mas conscientes de nós mesmos. Ao fim ao cabo isto é um jogo em que o tempo não estaca. Em que já é tempo do tempo parar no tempo para construirmos uma máquina do tempo só nossa onde consigamos ser nós e formarmos de novo um ''nós''. Ao fim ao cabo os sentimentos nunca irão passar e este é apenas um jogo do tempo sentimentalista e deveras rigoroso onde ganha quem primeiro perder no tempo.
De que esperas para lutares contra ele e para ganharmos os dois neste nosso jogo? Afinal somos companheiros de equipa.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Há coisas que não se esquecem...

Este video e tu, por exemplo...

Pinguim Metralha